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segunda-feira, 13 de abril de 2009

Urbanismo e Mobilidade

Desde os nossos antepassados, a construção sofreu uma grande evolução.
Antigamente as casas eram em geral mais pequenas, as paredes eram feitas de pedra que eram aplicadas com barro, para que estas tivessem alguma consistência e pudessem resistir ao passar dos anos. Os compartimentos não eram muitos, uma cozinha e dois quartos. A cozinha por sua vez era em geral grande, onde havia uma enorme lareira, pois era aqui que a família se reunia ao serão para conversar e fazer os trabalhos domésticos, aproveitando a lareira para se aquecerem e terem alguma luz porque antigamente não havia electricidade. Os quartos existentes, um era do casal e o outro dos filhos, casa de banho não havia. Interiormente as casas eram divididas em madeira, os pisos normalmente eram dois, e o que os dividia era igualmente madeira. O piso inferior, era utilizado como armazém bem como habitação para os animais, e ao mesmo tempo o calor corporal destes ajudavam a aquecer o piso superior (piso de habitação).
A armação dos telhados, era também feita em madeira, suportadas por grandes traves. A telha numa primeira fase era só de capa (telha Mourisca), para a fixar tinham de lhe por pedras em cima, alguns anos mais tarde apareceu uma outra telha (telha Marselha), esta com mais consistência, oferecendo melhor isolamento a nível do telhado. Na generalidade no exterior as casas tinham grandes alpendres ou varandas, onde no verão toda a família aproveitava para se refrescar, estes também tinham outro tipo de utilidade como por exemplo: a parte inferior destes alpendres ou varandas eram utilizados como sequeiros para manter a lenha e outros materiais abrigados da chuva, a parte superior era utilizada para secar frutos tais como: Milho, figos, abrunhos, e etc.
As porta e as janelas destas, também eram feitas de madeira e com vidros muito finos, conferido-lhe um fraco poder de isolamento deixando passar o frio.
Hoje em dia a construção é bem diferente, as casas são maiores, tem mais compartimentos, muitas vezes em número exagerado, e os materiais utilizados são de melhor qualidade. No que diz respeito à arquitectura, pensa-se mais na beleza exterior bem como na funcionalidade e acessibilidades. Na concepção destas, os materiais utilizados são mais seleccionados tendo em conta a sua resistência e isolamento térmico e acústico. As paredes exteriores são duplas, levando no seu interior placas isolantes tais como: lã de vidro, lã de rocha, casca de coco, wallmate, etc. As divisões interiores são feitas em pladur, sendo este material mais leve e quente, oferecendo um melhor acabamento estético. O telhado é feito da mesma maneira da divisão de pisos, (placa de betão), e por baixo da telha (telha universal ou capa e caleira) leva placas de isolamento térmico (roofmate). Hoje praticamente em todas as casas, existe aquecimento central oferecendo um maior conforto a quem lá habita. Mas nesta vertente o mercado oferece vários tipos de aquecimento, uns mais poluentes e outros mais ecológicos tais como: aquecimento a gás, a lenha, a gasóleo, a electricidade, a casca de amêndoa, vaga de azeitona e agora também há um tipo de aquecimento mais ecológico (aquecimento por painéis foto-voltaicos). Este tipo de painéis, são capazes de produzir energia suficiente para aquecimento e utilização em geral para uma habitação. No que diz respeito a portas e janelas, estas são mais isoladas e feitas de materiais mais resistentes, as janelas são feitas com vidros duplos confiscando-lhe um maior poder térmico e acústico.

Arquitectura Moderna e Arquitectura Contemporânea

Arquitectura Moderna


Arquitectura moderna é uma designação genérica para o conjunto de movimentos e escolas arquitectónicas que vieram a caracterizar a arquitectura produzida durante grande parte do século XX (especialmente os períodos entre as décadas de 10 e 50), inserida no contexto artístico e cultural do Modernismo. O termo modernismo é, no entanto, uma referência genérica que não traduz diferenças importantes entre arquitectos de uma mesma época.
Um dos princípios básicos do modernismo foi o de renovar a arquitectura e rejeitar toda a arquitectura anterior ao movimento; principalmente a arquitectura do século XIX expressada no Ecletismo. O rompimento com a história fez parte do discurso de alguns arquitectos modernos, como Le Corbusier e Adolf Loos. Este aspecto - na sua forma simplificada - foi criticado pelo pós-modernismo, que utiliza a revalorização histórica como um de seus motes.

Principais características
Apesar de ser um momento multifacetado da produção arquitectónica internacional, o Modernismo manifestou alguns princípios que foram seguidos por um sem-número de arquitectos, das mais variadas escolas e tendências.
Uma das principais bandeiras dos modernos é a rejeição dos estilos históricos principalmente pelo que acreditavam ser a sua devoção ao ornamento. Com o título de Ornamento é Crime (1908) um ensaio de Adolf Loos critica o que acreditava ser uma arquitectura preocupada com o supérfluo e o superficial. O ornamento, por sua vez, com suas regras estabelecidas pela Academia, estava ligado à outra noção combatida pelos primeiros modernos: o estilo. Os modernos viam no ornamento, um elemento típico dos estilos históricos, um inimigo a ser combatido: produzir uma arquitectura sem ornamentos tornou-se uma bandeira para alguns. Junto com as vanguardas artísticas das décadas de 1910 e 20 havia um como objectivo comum a criação de espaços e objectos abstractos, geométricos e mínimos.
Outra característica importante era as ideias de industrialização, economia e a recém-descoberta noção do design. Acreditava-se que o arquitecto era um profissional responsável pela correcta e socialmente justa construção do ambiente habitado pelo homem, carregando um fardo pesado. Os edifícios deveriam ser económicos, limpos, úteis

Duas máximas se tornaram as grandes representantes do modernismo: menos é mais (frase cunhada pelo arquitecto Mies Van der Rohe) e a forma segue a função ("form follows function", do arquitecto porto-moderno Louis Sullivan, também traduzida como forma é função). Estas frases, vistas como a síntese do ideário moderno, tornaram-se também a sua caricatura.

É possível traçar três principais linhas evolutivas nas quais pode-se encontrar a génese da arquitectura moderna. O que une as três linhas é o fato de que elas terminam naquilo que é chamado de movimento moderno na arquitectura, considerado o clímax de uma trajectória histórica que desembocou na arquitectura realizada na maior parte do século XX.
A primeira destas origens é a que leva em consideração que o ideário arquitectónico moderno está absolutamente ligado ao projecto da modernidade, e, em particular, à visão de mundo iluminista. Esta linha localiza o momento de génese na arquitectura realizada com as inovações tecnológicas obtidas com a Revolução Industrial e com as diversas propostas urbanísticas e sociais realizadas por teóricos como os socialistas utópicos e os partidários das cidades-jardins. Segundo esta interpretação, o problema estético aqui é secundário: o moderno tem muito mais a ver com uma causa social que com uma causa estética.
A segunda linha leva em consideração as alterações que se deram nos diversos momentos do século XIX com relação à definição e teorização da arte e de seu papel na sociedade. Esta interpretação dá especial destaque ao movimento Arts & crafts e à art noveau de uma forma geral, consideradas visões de mundo que, ainda que presas às formas e conceitos do passado, de alguma forma propunham novos caminhos para a estética do futuro.
Uma terceira linha, normalmente a mais comummente entendida como sendo a base do modernismo, é a que afirma que a arquitectura moderna surge justamente com a génese do movimento moderno, sendo as interpretações anteriores apenas consequências desta forma de pensamento. A arquitectura moderna surge, portanto, com as profundas transformações estéticas propostas pelas vanguardas artísticas das décadas de 10 e 20, em especial o Cubismo, o Abstraccionismo (com destaque aos estudos realizados pela Bauhaus, pelo De Stijl e pela vanguarda russa) e o Construtivismo.




Arquitectura Contemporânea


Não existe data específica para o arranque da arquitectura contemporânea em Portugal. Os registos dos primeiros sinais que a identificam, apontam para uma época nunca anterior a 1950. No entanto é sempre referenciado o acontecimento político do 25 de Abril de 1974 como data “oficial” a partir da qual foi impulsionada a corrente.
A "Arquitectura Popular Portuguesa" marcou a arquitectura contemporânea dos anos 50 que prevaleceu até ao final do Salazarismo.

Características
Entre as grandes categorias do desconstrutivismo, do minimalismo ou da arquitectura magistral e única dos Mestres, cruzam-se, encontram-se fundem-se, obstruem-se, descobrem-se modos de afrontar a arquitectura contemporânea Portuguesa dificilmente integráveis nalguma categoria mas o carácter e linguagem das obras características da corrente, mais do que evidenciar divisões geracionais, exprimem atitudes diversificadas em função das diferentes tendências que atravessam a cultura arquitectónica contemporânea portuguesa.
A arquitectura contemporânea cruza várias gerações em simultâneo que marcaram e continuam a marcar e subdividir a corrente actual, desde meados do século XX até aos nossos dias. Manuel Taínha e Fernando Távora, Victor Figueiredo e Álvaro Siza, Gonçalo Byrne, Eduardo Souto Moura e Carrilho da Graça caracterizaram-se pelo exercício da profissão desenvolvido em atelier próprio, atribuindo à arquitectura contemporânea o selo da individualidade. Individualidade arquitectónica que abriu alas a uma maior interacção interdisciplinar.


Assiste-se hoje, em Portugal, a um fenómeno complementar e inovador no âmbito da arquitectura contemporânea portuguesa que contrapõe a, conceitos velhos e conservadores de tradições e modos de operar, a uma intenção afirmada, ainda com alguma timidez, de inovar o espaço e construí-lo com conceitos, materiais e técnicas que permitam viver em pleno a contemporaneidade.
A sociedade contemporânea ditou progressivamente, através de uma sucessão de acontecimentos caracterizados pela emergência da performance e voluntarismo mediático, uma corrente arquitectónica alimentada pelo modus vivendi alterando a dimensão do habitar e ocupar a arquitectura.


domingo, 14 de dezembro de 2008

cultura lingua e comonicação



Saber ler, escerver e comunicar são as bases principais para se viver em sociedade.